O dogma de que o mundo da ciência é impoluto, caiu por terra. O cientista é um homem como qualquer outro. Tem virtudes e defeitos. Têm também ambições, principalmente a de se destacar entre seus pares pelos seus trabalhos acadêmicos. Numa sociedade onde os valores éticos e morais cedem cada vez mais espaço ao comportamento permissivo em nome do vil metal, até mesmo a ciência pode fazer um favor a polÃticos sem escrúpulos que trabalham para os grandes interesses Internacionais. Pois é e foi o caso.
Nas vésperas da Reunião de Copenhague, estourou o escândalo daquilo que cientistas honestos já haviam alertado, que os resultados eram manipulados. Alguém do IPCC resolveu adulterar os dados de modo a que a curva do gráfico das temperaturas desde há mil anos registrasse em 2000 uma subida repentina e inusitada de calor a que chamaram de “hockeystick”, devido à forma de um “stick” de hóquei de gelo. Esse alguém, autor da esticada climática, que obviamente não atuou sozinho, foi nada menos, nada mais que o responsável pelo banco de dados, o CRU (Climate Research Unit), Phill Jones, da Universidade de East Anglia e Hadley Centre, do Reino Unido. Tal expediente informático foi até agora o mote para o Marketing do Pânico do pseudo “Aquecimento Global”.
Há muito que cientistas dissidentes do IPCC vinham denunciando a adulteração de dados, eles próprios vÃtimas dessa manobra. Entre estes podemos citar Richard S. Lindzen, um cientista de renome no Mundo Acadêmico e Professor de Meteorologia do MIT. Liderou o CapÃtulo CientÃfico do 3º Relatório de Avaliação do IPCC, em 2001, após o que se demitiu ao ter tido conhecimento de alterações efetuadas ao seu trabalho sem a sua autorização. Tais cientistas são depois preteridos nos financiamentos e remetidos ao ostracismo nos meios que lideram o “Negócio do Clima”. Só este fato deveria colocar o cidadão comum em estado de alerta, e aquela organização da ONU sob suspeita.
O método de projeção de dados que permite concluir uma elevação do nÃvel dos mares de alguns metros daqui a um século, por efeito do “Aquecimento Global” do IPCC, tem também suscitado reservas por cientistas consagrados. E quanto a nós, boas razões têm. Os programas de projeção de dados que operam nos computadores de apoio aos cientistas são instrumentos de trabalho neutros, ou seja, os resultados dependem dos números introduzidos, pelo que estes podem ser manipulados num sentido ou outro. Se o perfil de dados climatológicos despreza, por exemplo, a História Natural do Planeta, só considera as temperaturas e despreza outras variáveis do clima, obviamente que o resultado é pouco fiável. Alan N. Ditchfield, no seu artigo “A mudança Climática – I”, diz a dado passo que “O confronto destes dois campos trouxe uma politização indesejável num assunto que deveria ter permanecido num plano técnico, pois tem distorcido o uso de recursos em pesquisa de clima a favor da hipótese politicamente correta e em detrimento da objetividade da pesquisa. Diz-se mesmo que as esparsas medições de fenômenos de clima são “torturados em computador até confessarem qualquer coisa que os patrocinadores da pesquisa quiserem”.
Além de esparsas, também não se diz como e onde são coletadas, que alguém com profundo conhecimento do Clima, o Engº. Rui G. Moura, denunciou em recente debate na televisão portuguesa. José Delgado Domingos, Prof. Catedrático do Instituto Superior Técnico, em entrevista ao semanário “Expresso”, de 8 de Dezembro do ano passado, sobre o “Climagate”, afirma: “Diga-se o que se disser, os programas executaram o que está nas suas instruções e não o que os seus autores agora vêm dizer que fizeram ou queriam fazer”. Alguém está de fato interessado em enganar alguém… para ganhar dinheiro à conta da ignorância e do medo…
Pergunta-se: Mas então não existem alterações climáticas? Claro que existem, sempre houve. O Clima é dinâmico e cÃclico, como, aliás, tudo o resto na Mãe-Natureza. Há pouco mais de dez mil anos vastas zonas do Planeta estavam cobertas de espessa camada de gelo, incluindo regiões, como a PenÃnsula Ibérica, onde hoje existe um Clima Temperado Húmido. Foi o degelo dessa camada que permitiu aos caçadores recoletores africanos migrarem para a Europa Meridional em busca de caça, que aqui começara a abundar. Por outro lado, sabe-se que a um perÃodo de muito calor, sucede-se outro de intenso frio.
No último milênio, ao PerÃodo Medieval Quente sucedeu uma pequena Idade do Gelo, cujos perfis de temperatura não foram diferentes dos que registramos na atualidade, nomeadamente em relação ao primeiro, o que nega a influência do CO2 de origem antropogênica. Nos pólos, perfurações ali feitas permitiram a coleta de indÃcios vegetais de uma época anterior à formação das calotas. O fato de se saber existir Petróleo no subsolo da Groenlândia, que já é motivo de disputa entre vários Estados limÃtrofes, é um sinal claro de que nem sempre ali existiu um Clima rigoroso, de temperaturas negativas, como agora. Em estratos rochosos muito acima do nÃvel do mar encontra-se fósseis de espécies marinhas, o que indica que o mar já ocupou outras altitudes. Tudo isto nos informa que o Clima tem mudado ao longo da História Natural da Terra e vai continuar a mudar independentemente da vontade do Homem e ainda bem.
Mas se assim é, valerão a pena as preocupações ecológicas sobre a Natureza? Claro que sim. É nossa obrigação cuidar do Ambiente e, sobretudo sermos moderados no consumo dos seus recursos, que são finitos. É urgente substituir a energia de origem fóssil pelas chamadas energias “limpas”, sabendo que o Petróleo no Futuro irá se tornar crucial na manufatura de produtos úteis ao Homem, do que como combustÃvel. Atualmente já representa mais de 250 mil deles, incluindo componentes necessários à indústria eólica e outras. É urgente o uso sustentado dos solos, evitando a sua aridez por efeito de monoculturas intensivas, como os cereais e o algodão transgênicos. É urgente deter o desmatamento indiscriminado e recuperar a floresta autóctone, fator fundamental para a fixação de CO2, produção de oxigênio e manutenção do ciclo da chuva. É urgente rever e impedir a ocupação urbana de zonas de risco, como leitos de cheias ou historicamente sujeitas a maremotos, e no caso onde a presença humana se encontre enraizada, promover a construção de diques. Muitas das catástrofes que “invadem” os nossos lares através dos telejornais, quase diariamente,  que não acontecia no tempo da nossa infância, e contudo existiam, quase sempre utilizados em favor da tese do “Aquecimento Global”, devem-se ao modo anárquico de desenvolvimento dos aglomerados humanos em zonas tradicionalmente de risco e á falta de investimentos em obras de proteção e drenagem e não à Natureza e menos ainda a Deus, como alguns profetas da desgraça insinuam nas suas prédicas dominicais.
O caso de Nova Órleans que foi arrasada pelo Katrina foi exemplo disso, exemplo da incúria de um Governo voltado apenas para a Indústria da Guerra, que é também um fator de muita poluição e de que ninguém fala. Por que será? O problema da fome que também se agita como tendo uma causa climática, também é falso. É uma forma de branquear as responsabilidades daqueles que comandam a Economia Mundial, causadora, esta sim, da tragédia humana que a pobreza representa em vastas áreas do Globo, quase sempre de subsolo rico em matérias-primas, que os paÃses desenvolvidos drenam para as suas Economias sem quase retorno local. Por isso tudo fazem para mantê-las no subdesenvolvimento e as elites locais, corruptas, ajudam…
Não cremos, porém que a Oligarquia Internacional, responsável pelas calamidades ambientais e sociais estejam tão preocupados como demonstram ao nÃvel do discurso. Veja-se que transformaram o CO2 num mercado de milhões, que é uma espécie de “licença para poluir”. Posso poluir desde que pague… Isto, quanto a nós, demonstra a falsidade das suas preocupações com o “Aquecimento Global”, que propalam, e com o Ambiente. Veja-se, ainda neste capÃtulo, como a União Europeia promete milhares de milhões de Euros aos paÃses pobres para que estes abdiquem do seu desenvolvimento, para que o Mundo Desenvolvido continue a consumir desbragadamente recursos que, mais do que nunca, necessitam de ser partilhados por todos os povos. Não é certamente dinheiro que compensará a falta deles por uma parte significativa da Humanidade que padece pela ganância e esperteza de uma minoria que se julga Dono do Mundo. Esse dinheiro sairá dos bolsos dos contribuintes da União Europeia e continuará a alimentar a máquina infernal da corrupção a montante e a jusante do processo. No final ficará tudo na mesma ou pior, porque se continua a dar o peixe, e do miúdo, e não a vara de pescar… Â
Fonte: http://armindoabreu.blogspot.com/
Rui Moura.






Envie para o Orkut!


















Google
Facebook
Yahoo
Digg
del.icio.us
Windows Live
Reddit
Blogger
Rain Concert