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África um continente pede Socorro

Algo muito estranho está acontecendo na África, o segundo maior e mais populoso continente do mundo, ao tornar-se o continente com maior número de conflitos duradouros em todo o planeta, de acordo com a ONU. De um total de 54 países que compõem a África, 24 encontram-se atualmente em guerra civil ou em conflitos armados, conforme levantamento do site Wars in the World. No geral, as guerras africanas não são entre países, mas conflitos internos. Eles têm como principais causas a falência do Estado, batalhas pelo controle do governo e a luta por autonomia de grupos étnicos.

AfricaO que mais chama atenção, contudo, são a brutalidade dessas disputas, sobretudo aquelas travadas após os anos 1990. Massacres, genocídios, estupros em massa, exército de crianças e extermínio de comunidades inteiras com o uso de armas brancas compõem a barbárie. A fome é outro instrumento usado pelas facções, que destroem as plantações e expulsam populações de seus lares, causando migrações pelo medo e falta de alimentos. Outro detalhe: os atuais conflitos africanos matam, em 90% dos casos, civis.

 
 
Monitoramento
A situação africana é  monitorada por satélites e como consequência foram criados sites especializados em analisar a situação geopolítica do continente, entre eles o DigitalGlobe. Sabemos hoje que nosso planeta faz parte de um imenso big brother, onde poucos detém o conhecimento e poucos sabem o que realmente acontece. Ocorreram investimentos maciços na indústria geoespacial (venda do Waze (GPS) para o Google, entre outros) e esse tipo de inteligência está cada vez mais difundido.
 
Os conflitos africanos se tornam mais perigosos em consequência de ingredientes que, sob a máscara de ajudar  populações indefesas, complicam a situação. Organizações com interesses na área, sejam elas ONGs ou corporações globais, podem usar  informação “big brother” para proteger seus interesses e tomar decisões de inteligência. 
 
O roubo de petróleo é ameaça constante na Nigéria. Analistas informam que esse fato chega a 150 barris por dia, atingido a seis bilhões de dólares em perdas. Há também os custos ambientais. Ladrões aproveitam os dutos criando derrames de petróleo com o escoamento do produto para o abastecimento de água, contaminando mananciais  e prejudicando a pesca e as economias agrícolas.
 
 A maior parte dos países em guerra fica na chamada África Subsaariana, que compreende os territórios que não fazem parte da África do Norte e do Oriente Médio. A região é caracterizada pela pobreza, instabilidade política, economia precária, epidemias, baixos indicativos sociais e constantes embates entre governos e rebeldes. São disputas que, neste século 21, carecem de contornos ideológicos ou claras motivações sociais e políticas. Distinguem-se, portanto, do movimento popular da Primavera Árabe.
 
Um pouco de história
A análise dos motivos que desencadeiam os conflitos armados no continente africano necessita de uma abordagem histórica, já que o processo de colonização e independência dos países africanos interferiu diretamente na organização social da população. A intervenção colonialista, principalmente no fim do século XIX e início do século XX, modificou a estrutura organizacional dos grupos étnicos africanos. Como sempre, durante a ocupação pelos europeus, a divisão territorial atendeu apenas os interesses dos colonizadores, não levando em conta as diferenças étnicas e culturais da população local.
 
 Ao final da Segunda Guerra Mundial (1945), iniciou-se o processo de independência dos países africanos, mas parte das fronteiras estabelecidas pelos colonizadores foi mantida, como também, novos países foram criados. Em consequência, surgiram vários conflitos armados entre diferentes grupos étnicos pela disputa do poder no interior desses novos Estados.
 Mas não é somente a rivalidade ética que desestabiliza o continente. 
 
 Outros fatores contribuem para isso, entre eles o baixíssimo nível socioeconômico de muitos países e a instalação de governos ditatoriais. Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas contribuíram para os confrontos entre as diferentes etnias. As duas potências, visando ao aumento de sua influência política, econômica e ideológica no continente africano, forneceram armas e apoio financeiro aos grupos rivais dentro de um mesmo país.
 
 O saldo disso tudo são batalhas devastadoras  que ocorrem, hoje, em Ruanda, Somália, Mali, República Centro-africana, Darfur, Congo, Líbia, Nigéria, Somalilândia e Puntlândia (Estados declarados independentes da Somália em, respectivamente, 1991 e 1998). Esses combates envolvem 111 milícias, guerrilhas, grupos separatistas ou facções criminosas. A grande pergunta a ser respondida: diante de tantos conflitos e interesses para onde caminha o continente africano?