Astrônomos americanos confirmaram a existência de um exoplaneta

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Escrito por Marcus Vinícius Rigo   
Monday, 14 de January de 2008

Esta é a primeira vez que a existência de um corpo celeste é determinada e confirmada através de cálculos matemáticos desde que um sistema similar detectou Netuno em 1840.

A confirmação foi feita por cientistas da Universidade do Texas, que indicaram na reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos em Austin (Texas) que o exoplaneta se encontra exatamente onde tinha sido previsto pelo astrônomo Rory Barnes, da Universidade do Arizona.

Exoplanetas são corpos que gravitam em torno de uma estrela fora do sistema solar e em órbitas permanentes.

Uma equipe de astrônomos liderada por Barnes estudou as órbitas de vários sistemas e descobriu que havia uma zona "misteriosa" entre dois exoplanetas que gravitam em torno da estrela HD 74156, a pouco mais de 200 anos-luz da Terra.

O maior planeta já descoberto é também um dos mais estranhos, pois teoricamente não deveria existir, dizem cientistas.

“Sua densidade é de meros 0,2 gramas por centímetro cúbico, a mesma densidade de madeira de embarcações”, disse o condutor do estudo Georgi Mandushev do Observatório Lowell, no Arizona (EUA). “E por causa da relativamente baixa força atmosférica é possível que alguma atmosfera escape criando um efeito de cauda de cometa.”

A grande taxa massa-densidade torna-o uma anomalia entre os exoplanetas, e sua existência não pode ser explicada pelos modelos atuais.

 

Um planeta anômalo

“TrES-4 e muito maior do que deveria”, disse Mandushev ao site SPACE.com. “Pela quantidade de massa ele deveria ser muito menor. Ele deveria ser do tamanho de Júpiter e ao invés disso é quase o dobro do tamanho.”

“O planeta parece ser um problema teórico”, disse o membro do estudo Edward Dunham, também do Observatório Lowell. “Problemas são bons, no entanto, desde que nós aprendamos coisas novas ao solucioná-lo.”

O planeta está há 1.400 anos-luz da Terra e gira em torno de sua estrela-mãe em apenas três dias e meio. Uma equipe internacional de astrônomoss o descobriu utilizando uma rede de telescópios automatizados chamados de “Trans-Atlantic Exoplanet Survey” (Pesquisa transatlântica de exoplanetas). O TrES-4 foi detectado enquanto passava em frente (em trânsito), à sua estrela-mãe, chamada de GSC 02620-00648. A técnica de trânsito é a única maneira de encontrar planetas que permite que os cientistas calculem seus tamanhos.

Ele é “o maior planeta encontrado até hoje cujo sabemos o tamanho”, disse Mandushev. “É possível que haja planetas maiores, mas não temos jeito de descobrir seus tamanhos porque eles não transitam.”

Acrescentaram que se seus cálculos estiverem corretos, entre eles deveria haver outro planeta com sua própria órbita.

O desafio de encontrar esse exoplaneta foi assumido por Jacob Bean e por outros astrônomos da Universidade do Texas que dirigiram seus telescópios a esta zona e finalmente o localizaram exatamente onde Barnes tinha calculado.

Seguindo as normas astronômicas, o planeta foi batizado de HD 74156 d.

Segundo Steven Soter, astrônomo do Museu Americano de História Natural, em Nova York, o trabalho de Barnes é a segunda previsão bem-sucedida sobre a existência de um novo planeta.

Fonte: Tecnocientista
 

 

Última Atualização ( Monday, 14 de January de 2008 )
 
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