Cientistas em Israel inventam micro robô para combater o câncer |
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| Escrito por eliane | |
| Tuesday, 28 de August de 2007 | |
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O cenário é o norte de Israel. Haifa, cidade portuária e centro de alta tecnologia, com suas universidades.
Os personagens que circulam por aqui, como dois jovens cientistas, na faixa dos 30 anos, não estão acostumados a muita agitação.
“A gente vive atrás das cortinas, não debaixo dos refletores”, diz Oded Salomon.
Mas o último trabalho deles atraiu holofotes do mundo inteiro, por remeter a uma certa “Viagem Fantástica”.
Esse clássico do cinema, de 1966, conta a história de um grupo de cientistas que, miniaturizados, salvam a vida de um homem. Navegando pela corrente sanguínea dele, chegam até o cérebro, e dissolvem um coágulo.
Em 87, o filme “Viagem Insólita” mergulhou no mesmo tema. Nos dois casos, veias e artérias são desbravadas em submarinos microscópicos.
Não há mais nada de insólito na ficção. Os dois cientistas israelenses inventaram um microrrobô, com aparência de inseto, já testado em tubos plásticos e artérias de animais. Tem um milímetro de diâmetro. Quatro de comprimento.
O robô não navega, como na ficção. Rasteja. E pode se agarrar às paredes dos vasos sanguíneos, avançando mesmo contra a corrente.
E o que move esse 'inseto' é um campo magnético, que controla o movimento e a velocidade. Sem cabo. Sem bateria. Autonomia total.
Por enquanto, uma limitação: o robô só anda em um sentido. “Então a viagem seria sem volta”, pergunta o repórter.
“É. Estamos trabalhando em um que ande nos dois sentidos. Mas para algumas terapias, é interessante que ele permaneça no corpo, como um implante. Feito de silicone, ele é biologicamente compatível”, diz o professor Moshe Shoham.
Depois de tanto cálculo, tanto teste, agora os inventores parecem ansiosos para ver o ViRob, ou robô vibratório, em ação na medicina.
“Ele poderia por exemplo levar uma partícula radioativa a um lugar específico, no tratamento de câncer. Em vez de uma quimioterapia, que afeta o corpo todo”, diz Oded.
O custo não deve ser problema. O preço comercial seria de algumas centenas de dólares, somente.
Mas temos que testar mais, e o próximo passo são os testes clínicos com seres humanos. Em dois, três anos, talvez, imagina o outro pesquisador.
Está bom. Mas e a viagem tripulada? “É o próximo estágio”, ele brinca. Os dois juram que nunca viram os filmes. Será possível? |
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| Última Atualização ( Wednesday, 29 de August de 2007 ) |
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