Estrela-cometa planta 'sementes' de vida

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Escrito por eliane   
Thursday, 16 de August de 2007

Parece um cometa, mas não é. A estrela Mira, com sua longa cauda, pode ser chamada, na verdade, de "semeadora do Universo". Cruzando o espaço em velocidades supersônicas, ela deixa pedaços de si pelo caminho, verdadeiras "sementes" de novos sistemas estelares. Cada vez mais fica evidente a origem da novos astros, novos sistemas, da vida. estrela_mira.jpg

 

Uma favorita dos astrônomos há pelo menos 400 anos, ela só foi vista em toda sua magnitude agora, com o telescópio espacial Galaxy Evolution Explorer. Agora, nessa imagem divulgada pela Nasa, ela deixa claro porque foi batizada com o nome em latim para "Maravilhosa".

 

A cauda da estrela chega a 13 anos-luz, cerca de 20 mil vezes a distância média entre Plutão e o Sol. Cientistas ficaram chocados ao observá-la. Nunca algo do tipo foi visto em torno de uma estrela -- principalmente em uma tão conhecida.

 

Segundo os astrônomos, a Mira é uma oportunidade única para estudar como estrelas como o nosso Sol morrem e geram novos sistemas solares. A cauda da estrela libera carbono, oxigênio e outros elementos químicos, essenciais para a formação de novas estrelas, novos planetas e até mesmo de vida.

 

Big Bang
Um grupo de astrônomos nos Estados Unidos descobriu uma estrela que por pouco não foi "testemunha ocular" do início do Universo. Enquanto estima-se que o famoso Big Bang tenha ocorrido cerca de 13,7 bilhões de anos atrás, esse astro recém-identificado parece estar por aí pelos últimos 13,2 bilhões de anos. A estrela surgiu “somente” 500 milhões de anos após a origem do universo. O estudo dá pistas de como deve ter sido a química no princípio do cosmos.


Trata-se de um astro chamado HE 1523-0901, localizado na borda da Via Láctea, a galáxia na qual o Sistema Solar está inserido. A estrela anciã no momento vive a fase conhecida como "gigante vermelha" -- uma das últimas etapas na vida de astros similares ao Sol. "É verdade, mas essa estrela ainda vai estar aí por um bom tempo", disse ao G1 a astrônoma alemã Anna Frebel, da Universidade do Texas. Ela liderou a pesquisa, que saiu publicada na última edição do periódico científico "Astrophysical Journal".


A HE 1523-0901 é um pouco menor que o Sol (com 80% de sua massa) e, por isso, vive naturalmente um pouco mais que ele. Para calcular a idade de uma estrela dessas, os cientistas têm de confiar num método parecido com o do carbono-14 (velho conhecido das datações arqueológicas), só que adaptado para as escalas de tempo cósmicas. A idéia por trás de ambos os sistemas é que certos elementos possuem um tempo de vida médio, antes de decaírem e se transformarem em outros átomos. Sabendo em que tempo médio certos átomos levam para virar outros e comparando a proporção entre um e outro tipo numa dada amostra, é possível estimar há quanto tempo eles estão por lá.

 

 

Foi justamente comparando as presenças de átomos de urânio e tório (elementos radioativos, que tendem a se transformar) com chumbo (o resultado), usando como calibradores os elementos estáveis európio, ósmio e irídio, que Frebel e seus colegas conseguiram extrair a idade dessa estrela: ela nasceu apenas cerca de 500 milhões de anos após o Big Bang. As observações foram feitas do Observatório Europeu do Sul, no Chile
Última Atualização ( Friday, 17 de August de 2007 )
 
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