Refugiados políticos na Amazônia? E querem regularizar a situação deles

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Escrito por eliane   
Sunday, 18 de November de 2007
amazonia.jpgO Amazonas está sendo considerado pelo Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) como o Estado brasileiro com a maior taxa de refugiados políticos. Um estudo da organização revelou a existência de 14 a 15 mil refugiados ilegais, a grande maioria de colombianos tangidos pela FARC, por paramilitares, narcotraficantes e também pelas ações do governo Uribe em busca de simpatizantes da guerrilha nos povoados e aldeias indígenas vizinhas ao Brasil. A pergunta é se estes “refugiados” seriam realmente apenas refugiados ou se entre eles não estariam outro tipo de imigrantes. Entre eles podem estar americanos, ingleses, alemães, japoneses, holandeses, árabes, entre outros.  A Amazonia e o Brasil são mesmo cobiçados em todos os quadrantes. Só não vê quem não quer

 

Agora a ONU e a Igreja Católica assumem a tutela destes refugiados em uma ação humanitária, firmando parceria com o governo do Amazonas. Em outras palavras, protegem-se aqueles que querem muito mais do que uma simples cidadania brasileira.  Tudo isso ocorre bem diante de nossos olhos e, sem que a grande maioria possa se dar conta, o produtivo território amazonense vai trocando de mãos. O Brasil vai deixando de ser brasileiro."A grande maioria dos colombianos que imigrou para o Amazonas é formada por índios ou seus descendentes próximos", comenta o membro do Alto Comissariado da ONU, José Egas. Um dos coordenadores do estudo que identificou o êxodo de colombianos para o Amazonas, Egas alerta que essa entrada ilegal só não tem sido maior porque as grandes cidades colombianas ficam longe da fronteira com o Brasil. "No Equador, onde o acesso ao país vizinho é mais fácil e próximo, já imigraram para lá 200 mil colombianos", compara Egas, baseando-se também em dados da ONU. Por causa desse diagnóstico, a ONU firmou parceria com o governo do Amazonas e com a ONG Cáritas, ligada a Igreja Católica, para tentar regularizar esses imigrantes ilegais e lhes oferecer algum conforto.  "Esses refugiados estão no Amazonas sem cidadania, sem documentos, sem escolas para os filhos e muitas vezes passando necessidades", adverte a advogada Fábiola Monteconrado, presidente da Comissão de Direitos Humanos no Amazonas. O objetivo da parceria é acolher socialmente esse contingente de refugiados, tornando sua permanência no Brasil menos difícil. Mas para isso, José Egas prevê que a ONU precisará não apenas apoiar os refugiados, como também realizar ações de apoio em seu entorno. "Vamos tentar gerar mais emprego e renda em cidades como Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e São Gabriel da Cachoeira, dentre outras",informa Fabíola Monteconrado.  Os refugiados colombianos, lembram Egas e Fabíola, atuam basicamente no mercado informal da economia. Em Manaus, cidade que concentra o quarto maior PIB do país, é a preferida dos cidadãos colombianos.  "Somos obrigados a nos apresentar como argentinos, por causa do forte preconceito dos amazonenses com os colombianos por conta da ação dos cartéis da cocaína - conta Homero, um vendedor ambulante de remédios naturais que importa legalmente, via Correios, de seu país. Diego, um vendedor ambulante de CDs e bugigangas, 23 anos, disse que precisou sair de sua cidade, San Felipe, a 20 km da fronteira com o Amazonas, para não virar mercenário. Segundo ele, o Exército colombiano estaria assediando os adultos da cidade a se integrarem a uma força paramilitar visando defender a cidade dos ataques da guerrilha. "Vi que eu estava sob cruzado de várias forças ameaçadoras", recorda. Um convênio entre a ONU, governo do Amazonas e Cáritas deve assinado nos próximos dias. O início da campanha para regularizar e assistir aos refugiados da Colômbia no Brasil está previsto para dezembro ou janeiro. A pressa é justificada pela dimensão social e política que o êxodo colombiano para o Amazonas representa.  Dados do Alto Comissariado da ONU indicam que os 14 a 15 mil refugiados do Amazonas são alarmantes se considerado que o Brasil tem oficialmente, segundo a Organização, tem no máximo 4 mil refugiados políticos. 
 
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