Sumiço de abelhas no mundo intriga cientistas

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Escrito por eliane   
Saturday, 18 de August de 2007

abelha.jpg“Olhem as abelhas, se elas sumirem totalmente, a humanidade tem um máximo de quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais, a polinização é a grande responsável pela produção de alimentos". A frase é de Albert Einstein, nome que por si só dispensa apresentação.  Trata-se de frase antiga, porém  um tanto quanto profética, já que desde  meados do ano passado o desaparecimento de abelhas começou a se intensificar nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros países europeus e no Brasil também. Para Urandir Fernandes de Oliveira, do Projeto Portal, o desaparecimento das abelhas ocorre devido à diminuição do campo eletromagnético da Terra.

Alguns estudiosos entendem que as abelhas podem estar pressentindo as mudanças climáticas ou de nível de poluição em regiões que, aparentemente, os equipamentos humanos não são capazes de detectar. Na verdade, tudo está integrado na natureza e quando ocorre qualquer alteração, a própria natureza se ressente.

 

Ambientalistas consideram que o desaparecimento das abelhas é problema grave, já que elas são importantes polinizadores naturais, ou seja, ao levar o pólen de uma flor a outra, elas induzem a formação de frutos e sementes. Portanto, são protagonistas na reprodução das plantas.

 

Em termos econômicos, esses insetos são os mais tarimbados produtores de mel na natureza. Além disso, são cada vez mais empregados na agricultura, polinizando lavouras de abacate, maçã, laranja, amêndoa e cenoura, por exemplo.
O sumiço das abelhas veio à tona no ano passado, nos EUA e no Canadá. No último outono do Hemisfério Norte, criadores que alugam enxames para agricultores se assustaram com um desaparecimento acima da média. Em poucos meses, o problema dizimou abelhas em metade dos 50 Estados americanos e em três províncias canadenses. Apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias.

 

Para uma melhor dimensão do estrago, o biólogo americano Edward O. Wilson amplia o mundo dos insetos à escala humana. “De certa maneira, é o Katrina da entomologia”, comparou ele, que é professor da Universidade Harvard, ao jornal Washington Post, citando o furacão que há dois anos matou pelo menos 1,5 mil pessoas nos EUA. Os americanos batizaram o esvaziamento das colméias de desordem do colapso das colônias (CCD, na sigla em inglês).

 

“Quando uma abelha melífera encontra algo interessante, o grupo inteiro vai junto. É por isso que é tão vulnerável, mais que uma abelha nativa”, explica o biólogo americano David De Jong, doutor em entomologia pela Universidade Cornell e professor de genética na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto.
Uma das dificuldades para apontar a origem da CCD é o fato de as abelhas sem vida serem encontradas dispersas, bem longe das colméias. Vale lembrar que as abelhas já voavam muito antes do aparecimento do homem. O fóssil mais antigo desse inseto tem 100 milhões de anos. O homem moderno surgiu há cerca de 100 mil anos.

 

    O pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e presidente da Federação Apícola do RS, engenheiro agrônomo Aroni Satler está em contato com pesquisadores dos EUA e Alemanha. Nestes dois países, as possíveis causas são desde um protozoário aiático até dessecadores com formicidas, agrotóxicos, antenas de celulares ou plantas geneticamente modificadas. Tudo muito duvidoso e, só há uma conclusão definitiva: o desaparecimento das abelhas é um fenômeno que está se alastrando, dramaticamente, pelo planeta.

Última Atualização ( Sunday, 19 de August de 2007 )
 
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