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Um aumento na temperatura dos mares e não uma acumulação de dióxido de carbono (CO2) provocou o último aquecimento sofrido pelo planeta, diz um estudo divulgado pela revista "Science". O estudo é importante na medida em que acena para certa periodicidade na temperatura do planeta, admitindo que a Terra já vivenciou ciclos semelhantes em outras épocas. Conforme o estudo, após o intenso aquecimento, ocorre o brusco resfriamento planetário.
No Projeto Portal estudam-se as transformações que a Terra está passando conforme períodos cíclicos que ocorrem a cada 10.325 anos, conforme passagem da Terra pelo Cinturão de Fótons, uma para Norte e outra para o Sul, fenômeno detectado por satélites em 1961. Conforme o paranornal Urandir Fernandes de Oliveira, a Terra está neste momento vivenciando um desses momentos de transformações.
Nosso planeta cumpre ciclos geológicos através dos séculos e milênios. São mudanças colossais, que afetam significativamente o clima em todas as regiões da Terra. Muitas vezes trocando ecossistemas inteiros de lugar. Por exemplo, as regiões polares, que são hoje cobertas de gelo, já apresentaram imensas florestas tropicais em seus territórios. Conchas do mar ou animais marinhos fossilizados foram encontrados em locais montanhosos, distantes do mar.
Somado à ação do homem sobre a Terra, esses fenômenos cíclicos podem acelerar-se, mas um independe do outro. A pesquisa divulgada pela Revista Science corrobora os estudos realizados pelo Projeto Portal. Segundo a pesquisa, o aumento da temperatura marítima teve origem nas águas da Antártida.
De acordo com os cientistas da Universidade da Califórnia, o dióxido de carbono não causou o fim da última glaciação, ao contrário do que se acreditava.
"Já não podemos dizer que apenas o dióxido de carbono gerou o fim da glaciação", declarou Lowell Stott, geólogo e principal autor do estudo.
As temperaturas do fundo dos mares aumentaram 1,3 mil anos antes que as da superfície tropical. O tempo foi maior em relação ao aumento dos níveis de CO2 na atmosfera, afirmou Stott.
O autor do estudo diz que o relatório sugere que o acúmulo do gás foi resultado do aquecimento e que acelerou o degelo, mas não foi a causa principal.
No entanto, Stott não coloca em xeque o fato de que o CO2 influencia no aquecimento que o planeta está passando nos últimos anos, segundo as teorias científicas.
"Não quero que ninguém pense que isto é uma prova de que o CO2 não afeta ao clima. Ele afeta, mas o importante é que o dióxido de carbono não é o começo nem o fim da mudança climática", declarou.
Segundo os cientistas, o estudo da salinidade e das temperaturas dos oceanos são fatores que podem ser usados para determinar a origem.
O deslocamento lento destas águas parece ter começado no oceano antártico há 19 mil anos.
Os pesquisadores explicam que isto acontece porque o aumento da temperatura acelera o degelo e expõe as águas dos mares que refletem menos luz e absorvem mais calor.
O modelo dos autores do estudo também diz que quando as condições térmicas do oceano se alteraram possivelmente acabaram gerando a liberação do CO2 dos mares, o que acelerou o aquecimento global. Os cientistas analisaram a sedimentação marítima para calcularem as mudanças na temperatura.
"Este é um exemplo da forma como um clima regional se apresenta em uma mudança climática global", declarou Stott.
Segundo os cientistas da Universidade da Califórnia, a dinâmica climática é muito mais complexa. Por isto, não se pode simplesmente afirmar que o aumento nos níveis de CO2 provoca o mesmo com a temperatura.
Estas complexidades têm que ser bem explicadas para se determinar como o clima mudou no passado e de que forma será modificado no futuro, diz Stott. Para o Projeto Portal, o clima terrestre renova-se ciclicamente, conforme a própria ciência já começa a constatar.
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